Enredo ”Pra cima, Ciça!” agita os ensaios da Viradouro e promete um belíssimo desfile

Enredo ”Pra cima, Ciça!” agita os ensaios da Viradouro e promete um belíssimo desfile

Niterói todo dia visita o ensaio de quadra da Unidos de Viradouro

Cultura Atualizado em: 21/01/2026
Enredo ”Pra cima, Ciça!” agita os ensaios da Viradouro e promete um belíssimo desfile
Mestre Ciça coroado pela Unidos de Viradouro | Foto: Nathalya Araujo
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A equipe do portal Niterói todo dia teve a oportunidade de conversar, ontem, dia 20 de janeiro, com o homenageado do enredo  da Unidos de Viradouro, no último ensaio de quadra da escola, o grande Mestre de Bateria Ciça. Nos seus 55 anos de carnaval a agremiação irá contar a história do sambista desde seu primeiro contato com o samba, em 1971, como passista, passando também como mestre sala, ritmista e desde 1988 como mestre da bateria do berço do samba, a escola Estácio de Sá. 

 

Ciça contou que em 1971 começou como passista, na Unidos de São Carlos, atual Estácio de Sá e após muito trabalho no meio do samba foi consagrado como comandante da bateria em 1988. O homenageado se diz privilegiado em ser enredo da Viradouro no Carnaval de 2026, pois ele ainda encontra-se em exercício de sua atividade e também por ser o ano em que ele completa 70 anos de idade e a escola 80 anos. 

 

O mestre disse que se sente muito orgulhoso em ser homenageado como sambista e se diz viver um momento único de sua vida, pois foi uma surpresa.  “Existe um preconceito em homenagear sambistas , em vida, geralmente esperam a pessoa falecer para dar esse valor. Ainda mais eu ainda exercendo a minha função . A Viradouro foi na contramão. Então eu estou sem palavras e quero viver esse momento único até o final do Carnaval.” , afirma o mestre.

 

A transição de passista e mestre sala até mestre de bateria se deu porque ele sempre gostou muito de percussão e aprendeu diversos instrumentos como: agogô de duas bocas, primeiro instrumento no qual ele aprendeu a tocar, depois foi para marcação, repique, tarol, cuíca. Hoje ele domina a maioria dos instrumentos de bateria. “Não fui para escola para aprender, aprendi no meio da bateria de uma quadra de escola de samba.”, destaca Ciça com muito orgulho. 

 

“Hoje eu olho para atrás, 55 anos de samba, e vejo que valeu a pena ter largado meu outro trabalho e ter me dedicado ao mundo do samba. E  ter sempre respeitado os mais antigos e todos do meio.” 

 

E completa: “Me orgulho de ter tido meu irmão como referência e os meus pais, que sempre me levaram para frequentar o Carnaval. Desde a Unidos de São Carlos, minha região. Todos eram estacianos.”

 

 

Muito reconhecido pelas “paradinhas” da bateria, mestre Ciça é até hoje o comandante que ficou por mais tempo, na Marquês de Sapucaí, nesse recurso inusitado.  A “paradinha” de 2010 teve duração de 10 minutos, no camarote número 1. No momento, a “paradinha” virou “paradão” os surdos pararam e o foco era o canto da comunidade. Com o enredo sobre as primeiras feministas do Brasil, o mestre e sua bateria levaram nota 10, em todos os jurados, e este fato inusitado foi fundamental para o título da Viradouro e aclamado como um dos melhores trabalhos de bateria de 2020. 

 

A  “paradinha” deste ano será surpresa, somente no dia do desfile, no dia 16 de fevereiro o público saberá. Mas que durante os ensaios da bateria eles estão preparando com muito trabalho uma surpresa enorme para emocionar o público na Sapucaí e quem irá ver pelas transmissões na mídia. 

 

O Brasil e o mundo aguarda ansiosamente esta homenagem e emoção não será apenas do mestre, mas de toda a agremiação e expectadores! Pra cima, Ciça! 

 

 

 

 

Editor: Nathalya Araujo

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