Niterói fará obra de "piscinão" subterrâneo para conter alagamentos em Icaraí

Niterói fará obra de "piscinão" subterrâneo para conter alagamentos em Icaraí

Projeto de macrodrenagem prevê reservatório para 80 milhões de litros de água sob o estádio; obras devem começar em 2026

Cidade Atualizado em: 29/12/2025
Niterói fará obra de "piscinão" subterrâneo para conter alagamentos em Icaraí
Foto: Prefeitura de Niterói

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A Prefeitura de Niterói deu um passo decisivo para tentar resolver um dos problemas mais antigos e incômodos da Zona Sul da cidade: os alagamentos no entorno do Estádio Caio Martins e em Icaraí. O município concluiu o projeto básico de uma obra de macrodrenagem e deve lançar o edital de licitação em breve.

A solução encontrada pelos engenheiros é grandiosa: a construção de um reservatório subterrâneo (uma espécie de "piscinão") capaz de armazenar até 80 milhões de litros de água da chuva.

Para viabilizar essa megaestrutura, o cenário do complexo esportivo sofrerá alterações drásticas. O reservatório será construído dentro do terreno do Caio Martins. O projeto prevê a demolição de parte do campo e das arquibancadas voltadas para a Rua Presidente Backer.

Toda a água captada pelo novo sistema será direcionada para este tanque gigante. Bombas de sucção farão o controle do escoamento, lançando a água gradualmente no Rio Icaraí para evitar transbordamentos.

A intervenção não ficará restrita ao estádio. O plano inclui a abertura de grandes galerias e melhorias na microdrenagem em um quadrilátero estratégico que sofre com as chuvas fortes. Serão cerca de 6 km de novas redes.

As principais vias envolvidas são: Rua Presidente Backer, Rua Lopes Trovão, Avenida Roberto Silveira, Rua Santa Rosa, Rua Mariz e Barros e Rua Paulo César.

A expectativa é que, após a escolha da empresa responsável, as obras tenham duração estimada de dois anos e meio. Se iniciadas em 2026, a previsão de entrega é para o segundo semestre de 2028.

A Prefeitura garantiu que, apesar da magnitude da escavação, as intervenções não devem afetar a estrutura dos imóveis vizinhos. O projeto básico custou R$ 1,4 milhão e levou seis meses para ser desenvolvido.

Editor: Fernando Machado

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