Niterói não tem caso confirmado de Mpox, esclarece Secretaria de Saúde
Publicidade:
Uma imagem que circulou nas redes sociais ao longo desta quarta-feira (25) gerou apreensão entre os moradores de Niterói. A foto mostrava uma mulher, supostamente moradora do bairro do Barreto, na Zona Norte da cidade, com ferimentos na pele similares aos causados pela Mpox. No entanto, a informação não passa de um boato.
Nesta quinta-feira (26 de fevereiro), a Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ) negou categoricamente a informação. Segundo o órgão, embora existam casos sob investigação, não há nenhum diagnóstico confirmado de Mpox em Niterói até o momento.
De acordo com o Centro de Inteligência em Saúde do RJ, o estado notificou 84 casos suspeitos em 2026, com 13 confirmações até esta quinta (26). A maioria dos pacientes está concentrada na capital fluminense, com registros também em Araruama (Região dos Lagos), Duque de Caxias e Queimados (Baixada Fluminense). Não houve nenhum óbito registrado.
Especialistas reforçam que o momento exige atenção aos cuidados e sintomas, mas não há motivo para pânico.
O que é a Mpox e como ocorre a transmissão?
A Mpox é uma doença viral transmitida de pessoa para pessoa. O período de incubação (do contato com o vírus até o início dos sintomas) varia de 3 a 16 dias, podendo chegar a 21. Os sinais mais comuns incluem: cansaço, febre, calafrios, dor de cabeça, dores no corpo, ínguas e o surgimento de bolhas ou feridas na pele.
A transmissão ocorre principalmente por:
- Contato direto com lesões: Tocar em erupções, bolhas ou crostas de uma pessoa infectada.
- Fluidos corporais: Contato com sangue, sêmen ou secreções vaginais.
- Secreções respiratórias: Gotículas expelidas por tosse ou espirro (exige contato próximo e prolongado).
- Contato íntimo: Beijos, abraços e relações sexuais (contato pele a pele).
- Superfícies contaminadas: Compartilhamento de roupas de cama, toalhas e talheres.
Em caso de suspeita, o paciente deve procurar imediatamente uma unidade de saúde para avaliação laboratorial, realizar isolamento e evitar o compartilhamento de objetos pessoais. O tratamento é focado no alívio dos sintomas (dor e febre), já que não há medicamento específico para o vírus.
Alerta contra Fake News
Além do falso caso em Niterói, a SES-RJ e especialistas alertam para outras desinformações perigosas que circulam sobre a Mpox:
- Não é efeito da vacina: É falsa a teoria de que a doença seja um efeito colateral de vacinas contra a Covid-19. A Mpox é causada por um vírus próprio.
- Macacos não transmitem o vírus no Brasil: A doença ficou conhecida no passado como “varíola dos macacos”, mas o nome foi alterado pela OMS justamente para evitar estigmatização. A Sociedade Brasileira de Primatologia reforça que macacos não transmitem a doença para humanos (todas as transmissões atuais são entre pessoas). Agressões a primatas, como as registradas em 2022, são crimes ambientais baseados em desinformação.
Editor: Fernando Machado

