Estudante esfaqueada por stalker em São Gonçalo é extubada e reage bem
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Uma notícia de esperança em meio à tragédia. A estudante Alana Anísio Rosa, de 20 anos, que foi brutalmente esfaqueada dentro de sua própria casa no bairro Galo Branco, em São Gonçalo, apresentou melhora nesta segunda-feira (09/02). Segundo a família, a jovem foi extubada e está reagindo bem ao tratamento em um hospital particular da cidade.
O crime aconteceu na noite da última sexta-feira (06/02). Alana, que faz pré-vestibular para Medicina, foi vítima de um homem que a perseguia há meses e não aceitava a rejeição.
A vida de Alana foi salva por um milagre de tempo. Sua mãe, Jaderluce Anísio de Oliveira (53 anos), saiu mais cedo do trabalho naquele dia. Ao chegar em casa, deparou-se com a cena de horror: o invasor estava sobre a jovem, desferindo golpes.
“Quando eu cheguei, ele ainda estava em cima da minha filha desferindo vários golpes. Eu tirei ele de cima dela e saí gritando, pedindo ajuda. Eu que tirei ele, a minha filha estava quase morta no chão, não estava conseguindo mais nem gritar”, desabafou Jaderluce.
Alana sofreu ferimentos gravíssimos no rosto, ombros e costas, teve um dente quebrado e o lábio rompido após ter a cabeça batida diversas vezes contra um móvel.
Segundo familiares e amigos, o agressor, que era vizinho e frequentava a mesma academia que a vítima, nutria uma obsessão por Alana.
No ano passado, ele enviava presentes anônimos (flores e bombons). Quando Alana descobriu a autoria, agradeceu educadamente por mensagem, mas explicou que estava focada nos estudos e não tinha interesse amoroso. Após a rejeição, ele passou a vigiar os horários dela.
Um dia antes do crime, ele já havia pulado o muro da casa, mas foi afugentado pelo cachorro. Na sexta-feira (6), ele esperou Alana voltar da academia, por volta das 17h, invadiu o local novamente e a atacou.
“Eles nunca tiveram nada, ele cismou com ela”, afirmou a mãe.
A Polícia Militar foi acionada para o local e prendeu o homem em flagrante. Ele foi levado para a 73ª DP (Neves) e autuado por tentativa de feminicídio.
Nas redes sociais, a comoção é grande. A mãe de Alana pede orações e clama por justiça: "Não podemos aceitar isso".
Editor: Fernando Machado

