Investigação em Icaraí: Polícia apura se assassinato de capoeirista foi crime premeditado
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O brutal assassinato do mestre de capoeira Paulinho Sabiá, morto a tiros na noite de quarta-feira (18/02) em Icaraí, na Zona Sul de Niterói, ganhou contornos ainda mais sombrios. Dados preliminares da investigação indicam que o crime foi premeditado e que a vítima já havia escapado de um atentado dias antes.
Segundo relatos, na última segunda-feira (16), um homem teria tentado atirar contra o capoeirista também no bairro de Icaraí. O ataque falhou na ocasião, mas agora é tratado como uma peça-chave para elucidar a execução ocorrida na quarta-feira.
Mestre Paulinho Sabiá foi morto enquanto estava no banco do carona de um veículo. Informações iniciais apontam que um homem se aproximou em uma motocicleta e efetuou os disparos fatais.
Familiares da vítima estiveram no Instituto Médico Legal (IML) do Barreto na manhã de quinta-feira (19) para a liberação do corpo, mas, muito abalados, preferiram não dar declarações à imprensa.
O caso está sob a responsabilidade da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG). A delegada titular, Danielle Peres, informou que as equipes estão nas ruas reunindo imagens de câmeras de segurança e depoimentos. Até o momento, a polícia não divulgou uma linha de investigação definida sobre a motivação do crime.
A morte de Paulo César da Silva Sousa deixa uma lacuna imensa na cultura brasileira. Discípulo de Mestre Camisa e formado no tradicional Grupo Senzala, Sabiá foi um dos fundadores do Grupo Capoeira Brasil, criado em 1989 ao lado de Mestre Boneco e Mestre Paulão Ceará.
Reconhecido internacionalmente por seu estilo leve, técnico e extremamente criativo, ele foi um dos pilares da consolidação da capoeira contemporânea. Sabiá soube integrar a tradição à inovação, seja no ensino, na musicalidade ou na fluidez do jogo, influenciando gerações de mestres e professores tanto no Brasil quanto no exterior.
Editor: Fernando Machado

