Manifestação na BR-101 cobra respostas por morte de funcionário de lanchonete
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O luto se transformou em indignação e parou o trânsito na BR-101. Na altura do bairro Gradim, em São Gonçalo, familiares, amigos e moradores interromperam o fluxo da rodovia por cerca de meia hora em um protesto marcado pela dor e pelo clamor por justiça.
O ato foi motivado pela morte brutal de Alan de Souza Nascimento, de 38 anos. O trabalhador foi assassinado com um tiro nas costas durante a madrugada do último sábado (21), após o carro em que estava ser interceptado por criminosos em uma tentativa de arrastão na altura do bairro Boaçu.
O sentimento de perda e a revolta com a insegurança que assola a região foram resumidos nas palavras emocionadas de Dona Maria Luisa de Souza do Carmo, mãe de Alan. Inconsolável, ela expressou a dor de ter a rotina de sua família destruída pela violência:
"Eu queria era meu filho aqui, trabalhando, eu me preocupando com ele", desabafou durante a manifestação.
Alan trabalhava em uma lanchonete e estava apenas voltando para casa após o expediente quando sua vida foi interrompida. O caso segue sob investigação da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG), que apura as circunstâncias exatas do disparo fatal, já que amigos da vítima relataram, na ocasião, que houve confronto envolvendo agentes de segurança no local do arrastão.
Editor: Fernando Machado

