Tragédia na BR-101: Trabalhador morre em tiroteio no Boaçu e família acusa PM de erro; protesto fecha rodovia
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A Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG) investiga as circunstâncias da morte de Alan de Souza Nascimento, baleado na madrugada de sábado (21 de fevereiro) na rodovia BR-101, na altura da comunidade do Boaçu.
Alan, que trabalhava em uma lanchonete, retornava para casa quando teve sua vida interrompida. O corpo foi sepultado neste domingo (22), no Cemitério São Miguel. Logo após a despedida, familiares e amigos realizaram um protesto, fechando a pista sentido Itaboraí na altura do km 316, pedindo justiça.
O caso apresenta divergências cruciais entre o relato de testemunhas e a versão oficial da Polícia Militar.
Segundo relatos dos amigos que estavam com Alan, o grupo foi abordado por criminosos que ordenaram que o motorista atravessasse o carro na pista para bloquear o fluxo e iniciar um "arrastão". Nesse momento, uma viatura do Batalhão de Rondas Especiais e Controle de Multidão (Recom) chegou ao local. Amigos afirmam que os policiais teriam confundido Alan com um dos assaltantes e atirado.
Já a Polícia Militar informou que agentes do Recom, em apoio ao 7º BPM, foram verificar uma denúncia de arrastão. Ao chegarem, teriam sido recebidos a tiros pelos criminosos, o que iniciou um confronto. Os bandidos fugiram. A corporação alega que, somente após cessar o tiroteio e estabilizar a área, os policiais encontraram Alan ferido. Ele foi socorrido na viatura em direção ao Hospital Estadual Alberto Torres (Heat), mas não resistiu.
A Polícia Civil (DHNSG) informou que a versão apresentada informalmente pelos amigos — de que houve erro policial — ainda não foi oficializada em depoimento na delegacia. Os envolvidos serão intimados novamente para prestar esclarecimentos complementares que possam ajudar a balística a determinar de onde partiu o tiro fatal.
Enquanto isso, a família chora a perda de um trabalhador. O protesto de domingo gerou grande congestionamento, chamando a atenção das autoridades para a insegurança constante no trecho do Boaçu.
Editor: Fernando Machado

