"Gabigol" e "Arrascaeta do Mangue" são detidos por pesca ilegal em parque de Niterói

"Gabigol" e "Arrascaeta do Mangue" são detidos por pesca ilegal em parque de Niterói

Influenciadores com mais de 260 mil seguidores foram flagrados pelo Inea com caranguejos em área de proteção

Polícia Atualizado em: 07/01/2026
"Gabigol" e "Arrascaeta do Mangue" são detidos por pesca ilegal em parque de Niterói

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A fama nas redes sociais custou caro para dois influenciadores digitais conhecidos pelos apelidos de “Gabigol do Mangue” e “Arrascaeta do Mangue”. A dupla, juntamente com um terceiro homem, foi detida na manhã da última terça-feira (06/01) durante uma operação contra a pesca ilegal no Parque Estadual da Serra da Tiririca, em Niterói.

A ação foi coordenada pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea), com apoio do Segurança Presente. O trio foi flagrado capturando caranguejos da espécie uçá (Ucides cordatus) dentro de uma área de proteção integral, onde a caça e a pesca são estritamente proibidas.

Segundo o Inea, os influenciadores, que somam mais de 260 mil seguidores, costumavam exibir a prática irregular em seus vídeos, o que acabou servindo de prova e atraindo a atenção das autoridades.

Após a abordagem, eles foram conduzidos à 81ª DP (Itaipu). Na delegacia, a ficha criminal dos envolvidos veio à tona:

Um deles possui anotações por tráfico de drogas, associação para o tráfico e porte ilegal de arma.

O outro tem passagens por desobediência, falsa identidade e lesão corporal.

Eles responderão por crime ambiental (Art. 29 da Lei 9.605/98). Os caranguejos apreendidos foram devolvidos ao manguezal pelos fiscais.

A defesa dos influenciadores contesta a versão da polícia. Em nota, o advogado Daniel Vargas negou a pesca ilegal. Segundo ele, os rapazes estavam no local apenas para produzir conteúdo denunciando o acúmulo de lixo no manguezal.

A defesa apresentou ainda uma versão inusitada: haveria um quarto homem no local (citado no registro de ocorrência), que seria o verdadeiro responsável pela pesca. Segundo o advogado, esse indivíduo teria sido liberado por um policial sob o pretexto de "buscar roupas" e não retornou mais. Vargas sustenta que seus clientes não conhecem esse homem e frequentam o local apenas para criar conteúdo.

Editor: Fernando Machado

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